II
O duelo e a proposta ( e a segunda estalada de Edgar)
Edgar interceptou Sophie:
- Olá, viste o Joseph? - perguntou
Sophie olhou para ele com uma cara neutra. Que lata que aquele garoto tinha para aparecer à sua frente quando a sua única vontade era ter um caldeirão tamanho XXXXXL com óleo a ferver lá dentro e enfiá-lo até se derreter.
- Eu devia... - Sophie falava muito baixinho, tinha medo de perder a tampa - O que raios estavas tu a fazer ENQUANTO ESPANCAVAM O TEU IRMÃO, SEU IMBECIL??? - Sophie não se conteve e deu-lhe uma chapada, ficando bem marcada.
- Então... já sabes - murmurou ele. – Ouve, foi um acidente! Não queria que aquilo acontecesse!
- Acidente? ACIDENTE??? Acidente é quando deixas a tua poção ferver demais, acidente é caíres da vassoura em pleno voo... Veres o teu irmão levar POR TUA CAUSA sem fazeres nada, definitivamente, "não é um acidente". -Sophie proferiu estas últimas palavras com um olhar "assassino".
- Tens razão... o que eu fiz... - Edgar não conseguia acabar a frase. - Mas eu gostava de saber... o que fazer para recuperar a amizade de Joseph.
- O que tu fizeste não tem perdão. E não faço ideia o que se faz... Numa situação destas. Sabes que a minha vontade agora era matar-te, certo...? - questionou ela, com as maiores das naturalidades.
- Tens razão... Era realmente o que merecia... SOU UM PARVO, UM IDIOTA!!!
- Não tenhas dúvidas disso... - Sophie parecia implacável - Eu sabia que podias ser... Algo mau, mas isto... Isto eu nunca esperei de ti...
- Eu sabia que aceitar um plano da Celes daria mal resultado - disse Edgar entre dentes
- A Celes deu-me a ideia de trocar de papel com o meu irmão. Claro que para me dar essa ideia eu tive primeiro que dar a... er... nada. Não interessa.
- Fala... - disse Sophie com um ar ameaçador.
- A passagem secreta para a biblioteca onde se encontram os livros das trevas - respondeu Edgar muito depressa e muito baixinho.
Sophie olhou para ele e depois pareceu desorientada.
- Sabes o que isso significa...?
- Sim... que o maior demónio de todo Hogwarts, e provavelmente de todo o mundo, vai poder entrar na biblioteca onde existe a maior colecção de livros das trevas - disse Edgar primeiro numa voz calma, até cair em si. - OH MEU DEUS!!! O QUE EU FIZ?? Porque só faço asneira atrás de asneira?
Sophie olha para ele de lado, com um ar cansado. Suspirou.
- Resolve-te, o problema é teu. -e começou a andar em direcção ao castelo.
Entretanto, Joseph encontrava-se com Jason. Celes apareceu com um ar preocupado:
- Joseph, já... já sei o que te aconteceu.
- Só me faltavas tu - murmurou ele.
Jason, que estava completa e totalmente à nora, olhou de Joseph para Celes.
- Eu... só queria ajudar... já sei o que o Edgar te fez - continuou ela, com ar inocente.
- Já sabes? - perguntou Joseph.
- Sim. Mas não te preocupes. De resto ninguém sabe. Nem este paspalho - disse ela apontando para Jason.
Jason olhou para ela e passados uns segundos de se ouvirem as cigarras, falou.
- Vê lá a quem é que chamas paspalho, sua grandecíssima... - Jason calou-se. - Tu sabes...
- Disse alguma mentira? - perguntou ela. - E queres terminar essa frase?
- Tu sabes... - Jason virou costas e foi em direcção do castelo.
Celes colocou-se à frente dele.
- Diz-me lá, ou estás a armar-te em sangue de lama cobarde?
- Tu não me chames sangue de lama!! - ameaçou Jason, sacando da varinha.
Celes riu-se.
- Um... e esta? O sangue de lama tem garras - continuou ela.
Joseph pôs-se perto de Jason.
- Um conselho. Esta rapariga é doida. Não lhe ligues meia!
- Não preciso dos teus conselhos... - disse Jason, com um ar de desdém - Então? Queres duelar?? Ou estás com medo deste "sangue de lama" - riu-se Jason.
Celes riu.
-- Não te esqueças que foste tu quem pedis-te. Depois não venhas chorar como um bebé!
Celes pegou na varinha e ficou à espera.
- Então? Tenho mais que fazer!
- Se queres tanto... Vem cá buscá-lo... - sorriu Jason com ironia.
Celes sorriu. Pegou na varinha e murmurou um "Expelliarmus". A varinha de Jason voou alguns metros.
- Como me está a agradar vou-te dar uma nova oportunidade. Pega nessa coisa a que chamas varinha.
Jason pegou na sua varinha, muito embaraçado e gritou:
- RICTUSEMPRA!!! - Celes cambaleou e caiu para trás, deixando-a à mercê de Jason.
Celes ficou no chão imóvel. Jason aproximou-se para ver se ela estava bem.
Rapidamente, a rapariga deu-lhe um pontapé na barriga.
- Desculpa, aleijei-te? - ironizou ela.
- Sua grande besta!... - queixou-se Jason, agarrando-se à barriga.
- Por fim disseste o que me querias chamar. Viste? Não foi assim tão mau. Queres continuar ou vais ficar aí a lamuriar o dia inteiro?
- Já chega de ter pena de ti... Vamos a isto... - Jason endireitou-se e apontou a Celes - CRUCIUS!!!
Celes suspirou.
- Já agora um Avada Kedavra! Olá! Precisas de ter o poder e a vontade suficiente para usar esse feitiço.
Jason recua, tendo uma vista mais ampla do terreno.
- Confundus - Jason aproxima-se da Celes atordoada - Petrificus Toctallus.
Ele ri-se, olhando a expressão congelada de Celes.
- E agora, o que me vais fazer?
Porém, os risos depressa se transformaram em estupefacção quando viu Celes a sair rapidamente do estado congelado.
- Como... - começou Joseph.
- Agradece ao teu irmão - respondeu ela sorrindo. – Roubei-lho.
Joseph murmurou alguma coisa indecifrável.
- O que...?! - Jason estava estupfacto - Bem, não importa... LOCOMOTOR MORTIS!!!
Celes ficou paralizada das pernas.
- Okey, acabemos com isto - murmurou Celes, mal as pernas milagrosamente deixaram de estar presas. - Accio varinha.
Jason ficou tão aparvalhado, que deixou a varinha ser levada para a mão de Celes.
- Isso é batota!! Há algo que te proteje... Assim não vale!!! - refilou Jason, batendo com o pé.
Celes começou a rir da "birra" de Jason.
- Quando te encontrares com o verdadeiro perigo tenho a certeza que até tu vais mandar a moral às urtigas - gracejou ela.
Jason correu até Celes, arrancando a sua varinhas das mãos dela.
- Caso não saibas, quando um feiticeiro se propõe a duelar contigo, é segundo uma conduta nobre baseada em regras e no respeito por elas. - disse Jason, indo, assim, para o castelo.
- E esta? - gritou ela para Jason ouvir. - Quem te ouvir ainda acha que não és idiota.
- Se calhar a única e perfeita idiota aqui presente és tu... - disse Jaon "educadamente".
- Uou... - ironizou ela. - Até era capaz de doer se não soubesse da boca donde veio.
- Diz o que quiseres... Tou-me a lixar pra ti... - atirou Jason, já fartinho daquele teatrinho de duelo e foi à procura de Sophie.
- Também... não estou para aturar duelos linguísticos com alguém desarmado... se é que percebes o que quero dizer.
Celes foi pelo lado oposto de Jason.
Joseph suspirou, indo em direcção à torre de Ravenclaw .
Jason entra pelo castelo a dentro, quando avista Sophie e Edgar.
- Tu conheces a minha prima, a Celes? - pergunta Edgar, com um tom desesperado.
- Acabei de a conhecer... - respondeu Jason, com um ar pesaroso - Porquê..?
- Porque preciso de um favorzinho simples e honesto - pediu Edgar, não adicionando o "e era bom que esse favorzinho fosse feito por alguém um pouco... digamos... tótó" que era necessário.
- Imagino... - disse Jason com um olhar desconfiado - Dependendo do que seja...
- Preciso que lhe tires um mapa... que se ela o utilizar estaremos todos em maus lençóis. É o mapa da nossa passagem secreta - mentiu Edgar.
Jason olhou de lado.
- Não sou estúpido, meu... Ou dizes o que é, ou podes esquecer...
" Isso é uma novidade" pensou Edgar.
- Okey, é de uma passagem para uma biblioteca com livros das trevas que está na minha casa e que se esses ditos livros pararem às mãos dela... bem...
- Hum... E tás à espera que EU lhe tire o mapa...? - questionou Jason com uma expressão neutra.
Edgar olhou para ele com um ar de anjo.
- É que.. ela conhece os meus truques todos. Já duelei com ela milhares de vezes.
- Ok... - Jason respondeu com a maior naturalidade, como se o tivessem convidado para jantar.
- Óptimo, óptimo. Vamos discutir o plano e depois iremos pô-lo em prática - disse Edgar, pondo o braço ao ombro de Jason e levando-o dali para fora.
Sophie assistindo àquele aparato, encaminhou-se à biblioteca da escola.
Vivido por: Sophie,Celes, Joseph, Edgar e Jason.
Olhando para todos os lados com atenção, Eleanor aventurou-se a sair da Floresta, convencida de que não fora avistara por ninguém. Era o seu dia de tratar de Bambi, o unicórnio que ela, Iruvienne e Ashley haviam encontrado durante uma das aulas de Domínio das Bestas e que haviam decidido tratar à vez. Afinal, mesmo que a Floresta já não fosse mais a Floresta Proibida continuaria a ser estranho um trio de raparigas a entrar e a sair dela a toda a hora... Com este peso na consciência - esconder um unicórnio do próprio Senhor do Mal? - não seria de admirar que se assustasse com o mínimo ruído. Especialmente quando esse ruído era uma voz masculina atrás de si.
-Bom dia Eleanor. Posso saber o que fazes por aqui num Sábado a esta hora da manhã?
- Joseph! - exclamou a loira, dando um salto e girando nos calcanhares para encarar o rapaz. - Eu... er... vim buscar umas... umas... Ervas para Poções! Pois, é isso, vim buscar ervas para Poções.
O rapaz sorriu e olhou para as mãos dela.
"Oh, oh! Bonito serviço, Eleanor Blackmont."
- Nã-não, não te incomodes - lançou-lhe um dos seus sorrisos mais inocentes. - Eu depois trato disso e... Que estás tu aqui a fazer?"Isso, passar ao ataque como defesa! Estou a aprender alguma coisa com a Callidora."
- Apenas a aproveitar os últimos dias de Outono antes que o rigoroso Inverno chegue - respondeu murmurando. - Além disso, vi-te aqui tão sozinha e pensei que um bocado de companhia não faria mal.
- Suponho que não - retorquiu Eleanor. - Tens alguma coisa em mente?
- Sim - respondeu ele. - Eu queria mostrar-te uma coisa. Muito importante
- Importante? - os olhos da jovem Blackmont arregalaram-se. Não conseguia imaginar o que Joseph teria de tão importante para lhe mostrar. Sempre fora tão tímido! Por falar nisso, onde andaria o irmão? Raramente os via separados...
Os olhos dele faiscaram.
- Acho que nunca me deste motivos para pensar de ti seja o que for - retorquiu Eleanor. - Quase nunca falas quando estás comigo.
Ele ficou meio atrapalhado:
A loira riu.
- Ele não é assim tão mau - resmungou baixinho, mas de seguida levantou a voz. - Estamos quase!
- Quando... como descobriste isto? - perguntou a gryffindor, deixando transpareceu o deslumbramento e o espanto no rosto. - É lindo!
- Quando estava a passear por aí - explicou ele. - Ma agora, tenho uma coisa muito importante para te contar Eleanor.
- Passa-se alguma coisa? Algo grave? - alarmou-se Eleanor, lembrando da quantidade de coisas importantes que tinham acontecido nos últimos tempos. E que não eram, de todo, agradáveis.
Ele sorriu. Sem prévio aviso beijou Eleanor nos lábios.
Eleanor ficou uns momentos sem reacção, olhando-o como se fosse a primeira que o via.
O rapaz estava completamente abismado.
- E estás com o penteado do Joseph. Mas vocês são gémeos, não seria muito difícil confundi-vos... Mas o teu irmão não usa a expressão "minha dama" e muito menos SAI POR AÍ A BEIJAR AS RAPARIGAS! Pensavas que era mais fácil "caçar-me" adoptando o estilo dele, era?
- Er... e então? Minha dama é uma expressão que toda a gente pode usar, certo...? Pronto, sou eu - admitiu. - Mas foi por uma boa causa!
- Pergunta ao teu adorável irmão QUE SE ESTÁ A FAZER PASSAR POR TI!
- Edgar? - murmurou Joseph, mantendo um tom de voz aparentemente calmo.
- Liçoes de cava... Desde quando o que tu fizeste foi cavalheirismo!? - exclamou Eleanor. - Isso foi cafageste.
- Edgar, eu já te aturei muitas coisas, mas isto é um bocado exagerado! - proferiu Joseph, tentando parecer calmo.
- Hum... Bem, a Ashley está à minha espera para... errr, estudarmos juntas e... Esta na altura de vos deixar sozinhos - murmurou Eleanor levantando-se do banco de pedra e saindo dali mais rápido do que seria humanamente possível. Não gostava de brigas. Excepto se fosse uma das intervenientes. Ali não o era. Era uma discussão de irmãos. Ela estava a mais. Raciocínio feito, ela tinha de ir embora.
Mal Eleanor se foi, Edgar encolheu-se como que pede desculpa.
- Joseph…
- Falas depois… agora muda isso antes que quem fique confuso seja eu.
Edgar pegou na varinha e apontou para si mesmo. Em menos de nada as cores azuis dos Ravenclaw transfiguraram-se em verde de Slytherin.
- Vamos para o castelo e falamos lá – disse Joseph, com um tom decepcionado. Edgar não respondeu.
Antes de saírem, foram interceptados por Orion.
- É verdade que deste um beijo à minha noiva? – perguntou ele.
Joseph olhou para Edgar. Edgar desviou os olhos.
- Que achas? – perguntou o Ravenclaw.
Não teve tempo de adicionar mais nada. Orion deu-lhe um soco forte na cara, deixando o lábio a sangrar. Tentou dar-lhe outro, mas Joseph esquivou-se.
Porém, Orion pregou-lhe uma rasteira, fazendo com que Joseph caísse.
- Isto que te sirva de lição. Se te vejo perto da minha noiva de novo… - ele nem completou a frase nem era preciso.
Quando saiu, Edgar foi ter com Joseph.
- Porque não lhe disseste que tinha sido eu?
- Porque não lhe disseste tu? – murmurou ele, saindo dali.
Sophie saiu do castelo, avistando Joseph, que parecia estar mal.
-Joseph!!! O que te aconteceu?! - Sophie começava a ficar preocupada.
O rapaz repara nela. Tenta limpar o sangue do lábio.
- Sophie... que... estás a fazer?
- Estou a ver se não te esvaias em sangue... - Sophie tira um pequeno e engomado lenço esverdeado do bolso - Espera... -Sophie limpa-lhe o sangue do lábio, exercendo uma certa pressão- Afinal... O que aconteceu ali?
Joseph desviou o olhar.
- Nada... caí das escadas abaixo... foi só isso.
Sophie olhou para ele com um ar cansado.
- Joseph... A sério... E tropeçaste em quê?... - Sophie olhou-o de frente - É algo que eu não posso saber ou simplesmente não confias em mim?
Joseph suspirou. Olhou para ela decidido.
- Está bem... mas aqui não... vamos até ao nosso quartel general - disse, tentando fazer uma piada, sem sucesso.
Os dois encaminharam-se até ao suposto "quartel general".
Quando entraram na enorme sala, Joseph sentou-se num sofá confortável.
- Primeiro só queria pedir que tudo o que disser não pode sair daqui. Ninguém pode saber disto, nem sequer o Jason - disse Joseph, sublinhando a última parte.
Sophie olhou para ele, corando ligeiramente.
- Fala de uma vez, estás a deixar-me stressada!...
Joseph suspirou, mas continuou:
- É melhor começar pelo inicio, para poderes compreender. Os meus pais vão dar um baile de Natal em nossa casa e queriam muito que eu e o Edgar fossemos com... acompanhantes - Joseph corou levemente nesta parte. - Sendo assim, Edgar tentou de todas as formas e feitios que eu arranjasse uma rapariga para levar ao baile, até que se fartou e decidiu fazer por si mesmo. Tomou o meu lugar e foi tentar fazer com que a Eleanor se apaixonasse por mim. Só que tal não aconteceu...
Sophie olhava para Joseph com a incógnita estampada no rosto.
- Hum... Estou a ver... E agora, o que vais fazer?
- Bem... a história ainda não termina aí! A Eleanor apercebeu-se que era o Edgar, não eu a tentar... seduzi-la. Eu apareci nessa parte. Eu fiquei parvo com o que o meu irmão estava a fazer. Entretanto Eleanor foi-se embora. Eu juro que era capaz de perdoar Edgar pelo que ele tinha feito, era o seu modo de ver as coisas, um pouco estúpido, é certo. Mas o pior veio depois!
Sophie abriu preocupantemente os olhos.
- O que aconteceu depois??
- O Orion descobriu que " o Joseph tinha dado um beijo na noiva dele". Claro que era o Joseph versão Edgar, mas isso ele não sabia. E... deixou-me neste estado. Mas não foram os socos que me magoaram mais... - murmurou ele pensativo.
Sophie parecia chocada.
-Então... Então, o que foi? - perguntou, num murmúrio.
- Era ver o meu irm... Edgar a olhar para mim sem fazer nada. Ele podia ter terminado com aquilo, podia ter dito a Orion, como eu diria se tivesse acontecido isso. Mas não! Preferiu ficar a ver.
Sophie levou as mãos à boca.
-Eu não acredito... - levantou-se repentinamente - Ok... Já chega da menina boazinha... Eu já lhe digo como é que elas lhe mordem...
Sophie saiu da sala no seu passo "acelerado-quanto-está-stressada-e-zangada", para encontrar Edgar.
- Sophie... - chamou Joseph, indo atrás dela.
- O que quer que seja que tiveres para me dizer, podes dizer-mo enquanto estiver a estoirar com o teu queridinho irmãozinho... - disse Sophie, à medida que "andava".
- A sério Sophie, já houve confusões que chegassem por hoje - murmurou Joseph, num tom quase implorando.
Sophie parou de repente, fazendo com que Joseph chocasse contra ela.
- Onde está ele....? - perguntou Sophie.
- Eu sei lá! - respondeu sinceramente o rapaz.
Sophie sentou-se na relva. Não servia de nada encontrá-lo. Não tinha sequer a força dele. Tinha os truques, técnicas e encantamentos. E de que servia isso?...
Joseph sentou-se perto dela.
- Nunca perdoarei Edgar... - murmurou ele.
Sophie apenas suspirou. Queria fazer algo... Mas nada lhe parecia conveniente.
- Que ódio.
Joseph olhou para o céu.
- Ao menos tu podes esperá-lo na sala comum dos Slytherin com um machado!
Sophie sorriu maliciosamente. Mas depois pensou que faria muita sujidade. Riu-se.
- Realmente... não seria muito prático. As nódoas de sangue demoram tempo a sair! - gracejou Joseph.
-Pois.... E agora?... - Sophie estava desanimada. A sua "sede de matar" foi cortada logo pela base.
Joseph olhou para o lado:
- Olha eu vou pedir-te um favor... mas... não quero... não quero que te chateies comigo - gaguejou ele.
Sophie olhou para ele.
- Claro que não... Nada me pode pôr mais zangada do que já estou... Diz lá.
Ele olhou para ela decidido.
- Quero mostrar ao Edgar que consigo encontrar alguem para o baile sem precisar da ajuda dele. Assim que... queres ir ao baile comigo? Como amigos claro.
-Ah... - Sophie olhou surpreendida para Joseph - Ok!... Na boa... - Sorriu.
- Obrigado - agradeceu o rapaz. - A tua família deve ser convidada. Estarei à tua espera Sophie!
Joseph piscou o olho, mas depois corou um pouco.
- Ah... A minha.... Espera aí!.... Família...?? - Sophie estava aterrorizada.
- Er... sim. Tu és uma Lestrange, certo? - perguntou ele.
- Certo... -disse, com a voz a morrer-lhe.
- Então a tua família deve ser convidada - conclui Joseph.
-Tu... Tu não entendes.... A minha família... É do tempo da pedra!... Não compreendes o que quero dizer com isto, é claro que ele não compreende, é compreensivo... - disse Sophie, mais a falar consigo do que com Joseph.
- Como assim? Conta-me. Podes confiar em mim.
- Ok... Olha, vou ser muito directa contigo, poruqe isto já me anda a incomodar...
Sophie olhou para Joseph antes de tomar uma golfada de ar.
-Ok... Então é assim... Primeiro, vão achar que se saio contigo, tenho de "casar" contigo, porque eles até acham que não tenho amigos rapazes... Segundo, eles são apoiantes de Voldemort, não sei se a tua família é ou não, mas se não for, temo que haja conflitos... Terceiro, eles são anti-muggle e se por acaso virem algo de "anormal"... Bem... Eu até simpatizo contigo, não queria que ficasses orfão... -
Sorriu como quem pede desculpa.
- Quanto aos meus pais, sim, eles apoiam o "Tio Voldie". Se eles descobrirem algo de anormal só se for no meu irmão, e nesse caso até lhes agradeço. Quanto à parte de casar aí é que está o grande problema... que nem é tão grande assim - acabou por desabafar Joseph, corando.
Sophie suspirou de alívio.
-Fogo... Ainda bem que assim é... - Sophie parou de falar - Desculpa, isto tudo...
- Isto tudo o que? - perguntou Joseph.
- Ah... Bem... Esta confusão... - disse Sophie, corando.
As bochechas de Joseph começaram a ficar vermelhas, mas ele tentou recompor-se.
- E então... o que tens feito?
- Hum... Bem, nada de jeito... O... O mesmo de s...
Sophie não chegou a terminar a frase.
- Sophie!... O que estás a fazer aqui?? Procurei-te por toda a parte!!! Estava beh preocupado contigo... - o olhar de Jason salta de Sophie para Joseph - E tu, para onde estás a olhar?
Joseph encolheu os ombros.
- Para nada em especial... Porquê? Para onde querias que eu estivesse a olhar?
Jason ignorou-o.
- Bem, agora que já te encontrei, vamos para dentro? - perguntou ele, sorrindo a Sophie.
- Ah... Pois, não sei se te apercebeste, mas eu estava a falar com o Joseph, sabes?...
- Tás a querer dizer-me que preferes ficar aqui com esse palhaço do que ir comigo??
- Se calhar é precisamente o que estou a tentar dizer-te, idiota!!
- Mas... Mas o que é que ele te disse para ficares assim?? Ele fez-te algum mal?? Eu juro que te mato, parvalhão!!!
- Deixa-o em paz!!! A culpa é toda tua!!! Não percebeste?? Estás a ser inconveniente!!!
- Se calhar... se calhar é melhor ir indo - murmurou Joseph. - Estou farto de confusões por hoje.
- Sabem que mais? Vou-me embora.... E assim, Sophie foi. Foi para o castelo, deixando os dois às aranhas. Não queria falar com mais ninguém. Só estava com uma "pequena vontade de matar certos indivíduos".
Nome: Ashley Corintur
Idade: 15 anos
Ano: 5º ano
Equipa: Gryffindor
Apoia Voldemort: Quando lhe convém
Admira: Voldemort, Dumbledore, Merlin, enfim, todos os grandes feiticeiros de sempre
Odeia: Sangues-de-lama, traidores de sangue, hipocrisia
Disciplina Preferida: Transfiguração, Artes Negras, Encantamentos, Poções
Disciplina Odiada: Herbologia, todos os tipos
Características Psicológicas: Ashley é uma rapariga muito extrovertida, corajosa, inteligente, dissimulada, orgulhosa e distraída, nunca ligando ao que se passa à sua volta. Tenta perceber as pessoas para se relacionar com elas, tendo várias personalidades, pode tanto ser muito simpática como muito arrogante. É uma sedutora-nata e tenta usar a sua beleza para conquistar rapazes.
Nome: Eleanor Blackmont
Idade: 15 anos
Ano: 5º ano
Equipa: Gryffindor
Apoia Voldemort: Isso é algo apenas da minha conta
Admira: A história da minha família. De toda ela.
Odeia: Egocentrismo
Disciplina Preferida: Domínio das Bestas e Transfiguração
Disciplina Odiada: Adivinhação
Características Psicológicas: Eleanor é uma rapariga dócil, convicta e paciente, sendo, contudo, um inimigo a evitar quando essa mesma paciência chega ao fim. Um pouco cabeça no ar, mantém, contudo, os pés no chão, estando atenta ao que a rodeia quando assim quer. Apesar de tudo isto, Eleanor consegue ser bastante reservada nos dias em que está para aí virada. Dentro de si, vive um permanente conflito...
Nome: Zoraia Olivie Ellewns
Idade: 13 anos
Ano: 3° ano
Casa: Grifinória
Apoia Voldemort: Nunca... Mas isso é segredo... e dos perigosos...
Admira: Admirava... Albus Dumbledore e Harry Potter
Odeia: Arte das Trevas, e com ela, Voldemort.
Disciplina Preferida: Encantamentos e Transfiguração
Disciplina Odiada: Arte das Trevas acima de tudo
Características Psicológicas: Zoe é uma garota simpática, doce e muito inteligente. Parece ingênua e inocente, e a princípio é, mas sabe revidar quando provocada. Isolada, quieta, discreta e orgulhosa, e, acima de tudo, uma pessoa que é totalmente contra qualquer coisa que venha de parte das trevas, porém, não demonstra, tem consciência de que seria perigoso e até mortal. Mas as vezes explode, e seu desagrado vem á tona, é muito fácil ela perder o controle.
Seu pai era um renomeado Auror, mas foi brutalmente assassinado após o domínio de Voldemort, o que fez o ódio de Zoe só aumentar. Ela também tem um irmão mais velho, Charlie, que está no 5° ano da Ravenclaw.
Nome: Daniel Spinnet Dragonath
Idade: 15 anos
Ano: 5º ano
Equipa: Ravenclaw
Apoia Voldemort: SIM!
Admira: Lord Voldemort
Odeia: Todos aqueles que o desafiem.
Disciplina Preferida: Domínio das Bestas
Disciplina Odiada: Herbologia Venenosa
Características Psicológicas: Daniel é muito calmo e tímido. Bastante observador, nunca forma uma opinião acerca de alguém, até a conhecer "o suficiente", como muitas vezes diz. Adora voar e jogar Quidditch, mas mais ainda, gosta de manipular as pessoas. Por trás do seu aspecto agradável e simpático, esconde-se uma pessoa falsa e mentirosa. Contudo, é bastante inteligente e aplicado.
Nome: Hilda Darkwill
Idade: 18 anos
Ano: 7º ano
Equipa: Ravenclaw
Apoia Voldemort: Sim, mas sem o conhecimento dos pais.
Admira: Snape, Draco Malfoy e Voldemort
Odeia: Harry Potter, pessoas com mania de heroísmo
Disciplina Preferida: Poções
Disciplina Odiada: Herbologia Venenosa
Características Psicológicas: Hilda tem o seu coração consumido pela ambição de poder e conquista das Trevas.
Extremamente séria, odeia sangues de lama e tem o cuidado de escolher companheiros que fossem fieis a Voldemort. Não olha meios de conseguir o que quer. Tem o desejo de ver Harry Potter humilhado pela sua própria fama.
Nome: Iruvienne Hiems
Idade: 15 anos
Ano: 5º ano
Equipa: Ravenclaw
Apoia Voldemort: through and through
Admira: Voldemort e a ela mesma
Odeia: Todos os Sangue-de-lama e Hufflepuffs
Disciplina Preferida: Poções
Disciplina Odiada: Herbologia Venenosa
Caraterísticas Psicológicas: É muito egocêntrica e inteligente. Gosta muito de jogar Quidditch e a sua maior ambição é ser reconhecida por Lord Voldemort como uma grande Devoradora da Morte. Gosta que toda a gente lhe dê atenção e isso acontece, pois sabe cativar as pessoas.
Nome: Anna Sophie Arthur Taylor Black Lestrange
Idade: 14 anos
Ano: 4º ano
Equipa: Slytherin
Apoia Voldemort: Não, embora a sua mãe e seu pai sejam Devoradores da Morte
Admira: Qualquer forte amizade que tenha
Odeia: Mentira, presunção, falsidade
Disciplina Preferida: Artes Negras
Disciplina Odiada: Adivinhação
Características Psicológicas: Sophie é bastante reservada para os demais, a não ser que tenha confiança na pessoa. Por detrás da sua aparência frágil, calma e da sua carinha angelical, esconde-se um grande segredo. Sophie, já pequena, matou o seu melhor amigo sem querer, ficando marcada para o resto da vida, tendo assim, receio de criar novas amizades.
Sophie é extraordinariamente inteligente, tendo um vocabulário substancialmente acima da média. Na cabeça de Sophie sempre está um turbilhão de emoções que dão com ela em louca...
Nome: Edgar Haggard
Idade: 14 anos
Ano: 4º ano
Equipa: Slyhterin
Apoia Voldemort: Não. Infelizmente os pais sim.
Admira: Qualquer ser de cabelo grande e saia. Ah! E Harry Potter, claro.
Odeia: Alguém que maltrate as damas. E Voldemort.
Disciplina Preferida: Artes Negras
Disciplina Odiada: Adivinhação
Características Psicológicas: Muito ambicioso. Tem uma personalidade um pouco diferente do seu irmão gémeo, Joseph, de Racenclaw. Anda atrás de qualquer rabo-de-saia. Porém é um perfeito cavalheiro quando quer. Adora fazer experiências e tenta criar objectos que são metade mágicos, metade muggles.
Nome: Madeleyne Clavrien Sayron
Idade: 13 anos
Ano: 3º ano
Equipa: Slytherin
Apoia Voldemort: Com todas as fibras do meu corpo.
Admira: Lord das Trevas. Homem sábio, ele.
Odeia: Dumbledore. Velho caquéctico, e irritante. Pessoas que não apoiam Voldemort, menos um certo Slytherin.
Disciplina Preferida: Artes Negras
Disciplina Odiada: Adivinhação
Características Psicológicas: Uma garota bastante felina, de facto. Gosta de mandar nos outros, e altera-se por qualquer coisa. Pode ser fria com todos os rapazes que a perseguem, mas transforma-se totalmente quando está perto de Edgar Haggard. Pode ser tanto simpática, quanto antipática, e é muito fiel e leal aos seus amigos.
Bem vindo a Hogwarts Tenebrae Forever! Este é um blog de fanfics colectivas de Harry Potter, pertencente à Aliança Forever. As fanfics ocorrem depois de um possível final do 7º livro. Este blog não possui qualquer fim lucrativo, e destina-se apenas a agradar, tanto leitores, como escritores. Os locais onde decorrem as aventuras não nos pertencem, mas sim, a J. K. Rowling. Esperemos que gostem!
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